sexta-feira, 9 de março de 2012

Planos do Canadá para monitorar os níveis de chumbo em alimentos

Devido a preocupações sobre a exposição da dieta dos canadenses ao chumbo , o órgão  Health Canadá anunciou planos para monitorar os níveis de chumbo nos alimentos, com o objetivo de realizar avaliações de risco, identificar fontes de contaminação  e recomendar as soluções de gerenciamento de risco.
Sob o programa de vigilância, os cientistas vão comparar os níveis de chumbo em alimentos para determinar se a contaminação pode ser reduzida através boas práticas de fabricação.
A nova política canadense segue opinião científica  da Autoridade Européia de Segurança de Alimentos ( European Food Safety Authority)   de 2010 sobre riscos de saúde pública associado ao  chumbo nos alimentos.
Além disso, o Comitê sobre Contaminates de Alimentos do Codex está reavaliando os limires existentes para o chumbo em alimentos com foco particular em níveis máximos permitidos de chumbo para alimentos destinados a bebês e crianças.
Fonte: Silliker Information Services

Canadá em vias de regulamentar bebidas energéticas como alimento


O órgão canadense de Saúde Health Canadá estabeleceu limites para a cafeína em bebidas energéticas e tem planos confirmados para regulamentar  bebidas energéticas sob  leis canadenses  de alimentos.
Historicamente, as bebidas energéticas têm sido classificados como um produto natural da saúde  e não eram obrigadas  a cumprir com as leis  canadenses mais rigorosas  de alimentos.
No futuro, a Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) será responsável pelo monitoramento de bebidas energéticas. A reclassificação canadense de bebidas energéticas como alimentos está em conformidade com a nova  abordagem regulatória de bebidas energéticas nos Estados Unidos e União Européia.


Fonte: Silliker Information Services | Disponível em: http://www.hc-sc.gc.ca/ahc-asc/media/nr-cp/_2011/2011-132-eng.php  e  http://www.hc-sc.gc.ca/fn-an/securit/addit/caf/questions-eng.php
Um comunicado divulgado do  Heath Canadá descreveu as novas exigências:
-  Limitar a quantidade de cafeína em uma bebida energética a 180 mg por porção;
- A rotulagem deve indicar os níveis de cafeína no produto, além da requisição  atual para notificar grupos populacionais sensíveis a altos níveis de cafeína;
- Incluir declaração de ingredientes e alergênicos;
- Garantia  de  que os tipos e níveis de vitaminas e minerais estão dentro de níveis seguros, e
- Declarações  de avisos aconselhando a não misturar com álcool.
Fabricantes canadenses de bebidas energéticas e outras empresas que exportam esses produtos para o Canadá devem cumprir as novas exigências no prazo de 18 a 24 meses. Durante os próximos seis meses  os reguladores trabalharão com a indústria para facilitar a transição para as normas alimentares CFIA.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Surto Nacional de Salmonella enterica - infecção associada ao consumo de linguiça de porco, atinge a França entre novembro e dezembro de 2011


Um surto da variante monofásica de Salmonella enterica sorotipo 4, [5], 12: i: - ocorreu entre
novembro e dezembro de 2011 na França. Pesquisa epidemiológica e investigação de alimentos com a ajuda de cartões de fidelidade de supermercado indicaram  linguiça seca de porco  de um produtor, como  a fonte mais provável do surto.
A despeito da ausência de amostras de alimentos positivos, medidas de controle  incluindo retirada e  recall foram implementadas.

Fonte: Silliker Information Services | Disponível em: http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=20071

Categorias de alimentos que contribuem para o maior o consumo de sódio - Estados Unidos, 2007-2008


Antecedente: A maioria da população americana consome sódio em excesso em relação as recomendações  diárias ( menos de 2.300 mg  para população em geral). O consumo excessivo de sódio aumenta a pressão arterial, importante fator de risco para doença cardíaca e derrame, primeira e quarta causas respectivamente de morte no país. Identificar as categorias de alimentos que mais contribuem para o consumo  diário de sódio pode ajudar em sua redução.
Métodos: parcelas de população foram estimadas entre 7.227 participantes a partir do consumo de sódio de categorias específicas de alimentos  na pesquisa  de 2007/08  "What We Eat in America, National Health and Nutrition Examination".
Resultados: A média de consumo diário de sódio foi de 3.266 mg, excluindo sal adicionado à mesa. 44%  de sódio consumido deriva de dez categorias principais de alimentos: pães, frios, embutidos , pizzas, frangos, sopas, sanduíches, queijos, pratos mistos de massas , pratos mistos de carne e salgadinhos. Para a maioria destas categorias, mais de  70% do sódio consumido veio de alimentos obtidos em lojas. Para pizza e frango, respectivamente, 51% e 27% do sódio consumido veio de alimentos obtidos em  restaurantes fast food  e pizzarias .
Implicações para a Políticas de  de Saúde Pública: o consumo médio  de sódio é muito alto, reforçando a importância da implementação de estratégias para reduzir sua  redução nos Estados Unidos. Nacionalmente,  fabricantes  de alimentos e restaurantes podem se esforçar para reduzir o excesso de sódio adicionado aos alimentos antes da compra. Estados e municípios podem implementar políticas de redução de sódio nos alimentos servidos em suas instituições  (por exemplo, escolas e refeitórios do governo). Os médicos podem aconselhar  a maioria dos pacientes a  verificar os rótulos nutricionais  quanto a  escolha  de alimentos de baixo teor de sódio.
Fonte: Silliker Information Services

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FDA nega pedido da indústria de suco de permitir mais fungicida

O FDA, órgão dos Estados Unidos para alimentação e medicamentos, negou um pedido da indústria de suco de laranja para mudar o nível de tolerância para o fungicida carbendazim nas importações do produto.
A indústria brasileira havia pedido que o FDA tolerasse maiores níveis do fungicida, até junho de 2013, enquanto o Brasil se adapta à regra norte-americana, passando a utilizar outro agroquímico.
O carbendazim é ilegal nos EUA, mas usado para combater doenças fúngicas nos pomares do Brasil, o maior exportador de suco de laranja do mundo. O agroquímico é permitido em importações da União Europeia, o maior comprador do país.
Uma fonte do mercado de suco brasileiro, que pediu para não ser nomeada, disse que produtores teriam de exportar o suco como não-concentrado, como têm feito desde que começaram os testes do FDA em janeiro, até que o agrotóxico seja eliminado dos estoques de suco brasileiro.
"Nós decidimos exportar apenas não-concentrados até que isso seja resolvido, e vai continuar assim", disse.
"Até o final do ano é provável que as coisas tenham voltado ao normal e nós exportemos suco concentrado (aos Estados Unidos) de novo", disse.
A fonte disse que empresas de suco do Brasil teriam de revisar contratos de demanda por suco concentrado com importadores baseados nos Estados Unidos.
Futuros de suco de laranja têm estado bastante instáveis desde que o FDA começou a testar importações do produto após a Coca-Cola alertar a agência sobre a presença de carbendazim, que foi banido nos Estados.
Fonte: Reuters | Disponível em: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE81F0E720120216

Estudo encontra arsênico em fórmulas infantis e barras de cereais orgânicas vendidas nos EUA


Americanos que imaginam seguir uma dieta mais saudável pelo fato de consumir produtos orgânicos devem se preocupar: estudo publicado no periódico Environmental Health Perspectives mostrou que barras de cereais e fórmulas infantis que levam o rótulo de orgânicos contêm arsênico, substância que pode aumentar o risco de câncer.
O estudo apontou a presença do composto no xarope de arroz integral orgânico, ingrediente que em geral é usado como alternativa mais saudável ao xarope de milho.
Foram analisadas 17 fórmulas infantis, 29 barras de cereais e três xaropes energéticos comprados em lojas de orgânicos de New Hampshire. As marcas não foram divulgadas no estudo, por isso não há como saber se alguns desses produtos são vendidos em lojas brasileiras.
Os resultados indicam que algumas barras de cereais têm concentrações 12 vezes maiores que o limite permitido pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente do país para a água, de 10 partes por bilhão (ppb).
A exposição crônica ao arsênico é associada a risco de câncer de bexiga, pulmão e pele, além de diabetes e doenças cardiovasculares, segundo a agência.
O pesquisador Brian Jackson, do Darmouth College, em Hanover, afirmou que não está claro se a quantidade de arsênico presente nos derivados do arroz pode ser prejudicial à saúde, mas a presença do composto em alimentos infantis preocupa. Ele recomenda que pais evitem comprar produtos com o ingrediente.
Duas das fórmulas infantis que possuem o xarope de arroz integral como base apresentaram níveis de 20 a 30 vezes maiores que o de outras marcas.
Vinte e duas das barras de cereais continham pelo menos um derivado de arroz, e níveis de arsênico que variaram de 23 a 128 ppb. Os produtos que não possuem arroz na formulação apresentaram níveis bem menores, de 8 a 27 ppb.
Os pesquisadores também analisaram três marcas de xaropes energéticos, produtos não muito populares no Brasil. Todas continham xarope de arroz integral na fórmula e apresentaram de 84 a 171 ppb de arsênico. Se uma pessoa consumir quatro desses produtos vai ingerir 10 microgramas de arsênico, quantidade equivalente a um litro de água com as concentrações máximas permitidas do composto.

Arroz
O arsênico ocorre naturalmente no meio ambiente e também pode ser resultado da atividade humana, já que alguns pesticidas contêm a substância. A planta do arroz absorve arsênico com muita facilidade, não só por sua fisiologia, mas também porque áreas cheias de água, onde ocorrem as plantações, são mais propensas a apresentar o composto.
 Outra pesquisa recente, feita por Andrew Meharg, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, mostrou que o arroz produzido nos EUA (especialmente no sul) tem um dos níveis mais altos de arsênico do mundo, e alertou que fórmulas infantis vendidas no país são feitas com esse alimento.
É considerado comum que o arroz contenha 100 ppb de arsênico, mas foram encontrados níveis acima de 2.000 ppb em amostras adquiridas nos EUA e no Japão.
 A quantidade de arroz consumida capaz de afetar a saúde é desconhecida. Mas estima-se que ingerir 10 gramas de arsênico ao longo da vida aumente o risco de doenças como câncer. Para alcançar essa quantidade, seria preciso comer uma tonelada de arroz.
 O FDA (Food and Drug Administration), órgão que regulamenta alimentos e drogas nos EUA, afirma que limita a quantidade de arsênico na água e considera o assunto uma questão de saúde pública. Ainda que os níveis encontrados no arroz sejam maiores que os achados na água, é muito difícil que alguém consuma o alimento na mesma proporção que bebe água.

A Bioagri Alimentos- Silliker realiza análises de metais pesados. Para obter mais informações, consulte nossa equipe técnica pelo email: alimentos@bioagrialimentos.com.br  ou telefone  (11) 5645-4700.

São Paulo volta a participar do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos


O estado de São Paulo voltou a integrar o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi tomada em reunião, realizada nesta quarta-feira (8/2), entre a Agência e o Centro de Vigilância Sanitária (CVS-SP) do referido estado.
Com essa ação, o PARA passará a monitorar a quantidade de resíduos de agrotóxicos em alimentos em todos os estados do país. “Consideramos um grande avanço para o Programa, pois o estado de São Paulo tem a maior população do Brasil e grande importância na produção agrícola e na distribuição de alimentos para vários estados”, exalta o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

Encaminhamentos
Durante a reunião, ficou acordado que a Anvisa irá realizar uma capacitação sobre o Programa para os fiscais do CVS-SP entre os dias 5 e 9 de março. “Como resultado, já estão programadas coletas de amostras de alimentos nos mercados paulistas ainda no primeiro semestre”, explica Álvares.
Além de representantes da Anvisa e da CVS-SP, participou da reunião o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Marcos Boulos.

PARA
O objetivo do PARA, criado em 2001, é garantir a segurança alimentar do trabalhador brasileiro e a saúde do trabalhador rural. O Programa funciona a partir de amostras de alimentos coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios em supermercados.
Em 2010, o Programa monitorou os resíduos de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. Apesar de as coletas não serem de caráter fiscal, o PARA tem contribuído para que os supermercados qualifiquem seus fornecedores e para que os produtores rurais adotem integralmente as Boas Práticas Agrícolas.
Além disso, motivou a criação do Grupo de Trabalho de Educação e Saúde sobre Agrotóxicos (GESA). Integrado por diferentes órgãos e entidades, o Grupo tem como objetivo elaborar propostas e ações educativas para reduzir os impactos do uso de agrotóxicos na saúde da população, implementar ações e estratégias para incentivar os sistemas de produção integrada e orgânicos e, no caso dos cultivos convencionais, orientar o uso racional de agrotóxicos.
O trabalho do GESA já resultou na publicação de uma cartilha educativa com dicas de como evitar intoxicações por agrotóxicos e com informações sobre o uso seguro desses produtos. No total, foram impressos 20 mil exemplares da cartilha, distribuídos aos órgãos de vigilância sanitária estaduais, Associação Brasileira de Supermercados, Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) | Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/imprensa